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sábado, 10 de agosto de 2013

Pacific Rim: Círculo de Fogo - Crítica


Um filme que todo garoto criado a Jaspion e Changeman sempre quis ver.

O Robô Guerreiro foi lá conferir em IMAX um dos filmes mais esperados do ano e podemos resumi-lo em uma única palavra: Espetacular.

Esse é filme é um presente de Deltoro a toda pessoa que um dia curtiu qualquer um dos mais clássicos seriados japoneses dos anos 80 e 90, ou seja, toda pessoa que teve a sorte de ter uma ótima infância.

Os cinco primeiros minutos já são o suficiente para levar a horda de nerds ao orgasmo e é apenas uma degustação do quebra pau que vem pela frente. Pancadaria que começa no mar se arrasta até a cidade e tem seu desfecho no espaço (outro orgasmo).


O roteiro é simples e competente, todos os aspectos do filme atingem e, em certos pontos superam, as expectativas, como os efeitos visuais, belíssimos.

Os acontecimentos fluem naturalmente e de forma tão empolgante que nem sentimos passar os cento e trinta e um minutos do longa, deixando um ar de quero mais.

A expectativa e satisfação são constantes, acontece com uma ordem de pressionar um botão (Soco foguete) e termina com a alegria de um soco bem dado na fuça de Kaiju.


O elenco é carismático e Idris Elba faz uma de suas melhores atuações. A dupla, Charlie Hunnam e Rinko Kikuchi, não fica atrás e a conexão neural entre os dois é quase palpável até mesmo na atuação (a luta com bastões é incrível). O alívio cômico está bem presente, mas na dosagem exata e nos momentos certos.


Os gigantes mecânicos, Jaegers, não são iguais aos autobots de transformers, eles são pesados e lentos a ponto de fazê-lo agarrar-se na poltrona e prender a respiração. É possível ter a sensação de peso de cada passo dos robôs. Já os Kaijus, os monstros, são um pouco mais ágeis e por vezes um pouco maiores que o esperado, gerando certa desvantagem para os humanos, que por um simples desvio de atenção podem perder a batalha e a vida.


A referência aos clássicos: super sentais, tokusatsus, animes e derivados transborda da tela em um tsunami de referências e analogias, até mesmo o corte de cabelo de Mako (Rinko Kikuchi) me lembrou o de Motoko Kusanagi, a Major do Anime Ghost in the Shell.


Vale ser conferido em digital, de preferência em IMAX, é uma pena que não esteja disponível em todas as salas IMAX de São Paulo. A conversão do 3D é muito bem trabalhada e podemos perceber até três ou quatro planos de profundidade: a pancadaria comendo solta; os prédios; a chuva caindo e um pequeno helicóptero voando fora da tela, acompanhando o combate.

Se quando criança você, assim como eu, despirocava em séries como Jaspion, Jiraya, Changeman, Ultraman, Nacional Kid, Espectreman e até mesmo os provenientes Power Rangers, cara, esse filme é para você, um sonho que sempre quis ver realizado em tela grande. Senti-me assistindo um dos mais épicos episódios de Changeman, por pouco mais de duas horas voltei a ser criança, vibrei e suei na poltrona com cada golpe de proporções colossais que era deferido em um Kaiju. Vale a pena ser conferido em tela grande, afinal, quem não quer voltar, mesmo que por pouco tempo, aos bons e velhos tempos de infância?

Roteiro: ****
Efeitos: *****
Elenco: *****
Trilha: *****
Nota: 4.7/5



Trailer épico de Pacific Rim: 




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