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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O que é Blind Box (Mistery Box)?

O que é esse serviço blind box ou mistery box que está chegando no Brasil?
No vídeo, eu, Robô, conto um pouquinho sobre essa novidade surpreendente, confiram:



Assistam os unbox no canal do robô.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Demolidor - Temporada 2 - Trailer


Acabou de sair o primeiro trailer da segunda temporada de Demolidor, confiram o quebra-pau:



domingo, 14 de fevereiro de 2016

Deadpool - Crítica



Deadpool sempre foi conhecido como sinônimo de zoeira, a partir de hoje também será sinônimo de mudança no cinema... ou não.


O que falar sobre Ryan Reynolds? Particularmente nunca gostei do ator e de nenhuma de suas atuações, exceto pela rápida participação em “Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola” de 2014 onde ele aparece apenas para levar um tiro por suas péssimas atuações.
Entretanto, em Deadpool, faço questão de admitir seu ótimo trabalho - Não é que ele finalmente se encontrou? - Assim como aconteceu com Chris Evans, Deadpool fez por Ryan Reynolds o mesmo que fez o Capitão América por Chris Evans. Enfim Reynolds, que já era muito fã do personagem, encontrou seu uniforme nesse mundo cinematográfico de “super-heróis”. Reynolds atuou, não apenas em frente as câmeras, mas participou ativamente da produção do longa e ainda mais na campanha publicitária - para você ver o quanto o cara queria que esse filme desse certo.


A estrada foi longa para a aprovação do filme, anos para que a Fox fosse convencida que um filme de super-herói categoria R (faixa etária 18 anos nos estados unidos) realmente daria certo e teria público suficiente para render um retorno aceitável para o estúdio. Felizmente foi concedido o sinal verde e a zoeira de polpa chegou às telonas.


O que torna o filme de Deadpool tão único é que desde os créditos iniciais ele mostra que está disposto a não levar nada a sério - quando eu digo nada é nada mesmo. Nem mesmo a produção nos créditos iniciais e finais escapam da zoeira “never ends” de Deadpool. Mas a cereja do bolo é a quebra da quarta parede que o personagem proporciona em inúmeros momentos do filme, com direito a estranheza no olhar de outros personagens quando Pool para a cena e olha a câmera para falar com o público. Mas a zoeira não para por aí, além das piadas afiadas de Reynolds, o filme joga baldes e baldes de referências no público, tanto referencias visuais quanto referências embutidas nas próprias piadas do personagem. Os x-men, o orçamento do filme, atores e nem a atuação Reynolds escapa da zoeira de Mr. Pool - tem como ser mais metalinguístico que isso? Acredito que não. É evidente que o longa é uma produção de fãs para fãs, mas tem o cuidado de também ser um longa de origem para abraçar os recém-chegados. Outro ponto positivo do filme é o uso da violência: ela não acontece porque pode acontecer (gratuita), e sim porque precisa acontecer.


Mas nem tudo é um mar de rosas, infelizmente, apesar da  ótima direção do estreante Tim Miller, o roteiro de Rhett Reese e Paul Wernick (zumbilândia), que começa seguindo a contramão de tudo o que já vimos de super-heróis no cinema, em seu desfecho sobe nos trilhos e entrega um clímax genérico e mais catastrófico que o necessário - até parece que o filme dá uma brochada depois de tanta piada com pinto e bunda. O CG “plástico” e artificial do marombado Colossus seria mais incômodo se não fosse zoeira e a metalinguagem adotada pelo filme. A personagem cega Al (Leslie Uggams) parece perdida e sem muito uso durante o filme. A Campanha de marketing pesada do filme, apesar de necessária, acaba prejudicando, pois a história que vemos se desenrolar na telona nada mais é do que aquilo que já foi contada nos trailers, teaser e spots, deixando pouca coisa inédita para ser assistida na hora “H”.


Apesar dos deslizes, Deadpool é um filme divertidíssimo, podemos considerar o filme de “super-herói” mais divertido da Fox. Prova que o mercenário merece seu espaço no cinema e tem público faminto por mais dessa zoeira. E se esse filme não mudar a maneira que os estúdios enxergam as produções de “super-heróis”, infelizmente podemos ter certeza que os estúdios de Hollywood são controlados por velhos ignorantes que continuarão empacando ótimas adaptações como essa. Vale lembrar que as duas cenas pós-créditos são mais engraçadas que muitos filmes de comédia dos últimos dez anos.


Nota 8.5/10